Ong MAE acusa Consórcio de crime ambiental em desbarrancamento do Rio Tibagi


Vista geral do crime ambiental

A Ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE) divulgará nesta sexta-feira, durante audiência pública na Câmara de Vereadores às 14h, novas imagens detalhadas de um triste crime ambiental: a destruição das florestas e das margens do Rio Tibagi, na área onde o Consórcio Cruzeiro do Sul (Copel e Eletrosul) pretendem ver erguida a Usina Hidrelétrica de Mauá (UHE). A denúncia será feita diretamente ao Procurador de meio ambiente do Paraná, Saint Clair Honorato, que estará presente na audiência.

No último sábado, um grupo formado por ambientalistas, professores da UEL especialistas no Tibagi e em vida indígena – e indígenas das Aldeias de Apucaraninha e Mococa – a três quilômetros de onde se pretende a UHE – estiveram na área do canteiro de obras.

Com indignação, o grupo flagrou em fotos e vídeos o fim de milhares de árvores nativas de Mata Atlântica e de araucária, com aterramento do leito do rio, desbarrancamento das margens e assoreamento provocados pela grande movimentação de terras. Uma das cenas registradas mostra um barranco de terra totalmente descoberto, onde antes havia floresta.

O desmatamento promovido pelo Consórcio, de forma ilegal, atinge uma grande área de 310 mil metros quadrados reservados ao canteiro de obras, O corte ilegal foi feito sem o inventário florestal – levantamento que é exigência legal para autorização de cortes de árvores nativas em área de preservação. O Instituto Ambiental do Paraná liberou licenças de corte florestal sem exigir o inventário detalhado sobre a quantidade e distribuição dos exemplares e espécies de árvores nativas e centenárias do local.

Detalhe de margem onde havia floresta e agora há só terra e assoreamento.
Detalhe de margem onde havia floresta e agora há só terra e assoreamento.

Indígenas da Aldeia Mococa, a 3 kms do canteiro de obras, relataram que o Tibagi está turvo e assoreado – e os efeitos da destruição da mata e do desbarrancamento do rio já são sentidos na prática.

Segundo a professora Sirlei Bennemann, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, integrante do grupo que flagrou os crimes ambientais, no Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) apresentado, três dos impactos previstos em decorrência da obra – desestabilização e instalação de processos erosivos em encostas marginais, aumento da carga de sólidos em suspensão no Rio Tibagi e interferências nas comunidades de peixes a jusante (abaixo) da barragem – só deveriam acontecer depois da barragem pronta, mas já são registrados hoje. “Escolheram uma forma de preparar o canteiro de obras pela qual fizeram a derrubada de uma grande extensão de mata nativa. Tanta terra nua à beira do rio vai para o leito na primeira chuva, provocando assoreamento desnecessariamente”, alega a pesquisadora. De acordo com a especialista que estuda o Tibagi há 20 anos, crime ambiental é qualquer agressão ao meio ambiente que ultrapasse os limites legalmente consentidos.

Detalhe de árvores caindo dentro do Tibagi, empurradas por máquinas de terraplanagem
Detalhe de árvores caindo dentro do Tibagi, empurradas por máquinas de terraplanagem

“O dano que já causaram traz um prejuízo imensurável. Não se sabe quais são as árvores que foram arrancadas, mas a área era de mata nativa centenária em área de preservação permanente. Além disso, os índios já sentiram graves diferenças na água do rio, porque está descendo grande quantidade de terra vinda das terraplanagens. O Consórcio alega que está só construindo o alojamento dos pretensos futuros operários”, lamenta o advogado e ambientalista Carlos Levy, que também esteve no local.

Durante a audiência pública, a Ong MAE, além da denúncia, exigirá, em razão do flagrante de crime ambiental, a paralisação imediata das obras. Além disso, a entidade pedirá a recuperação dos danos causados e a publicização de todas licenças ambientais relativas ao caso, inclusive as autorizações de corte florestal.

fonte: Assessoria Ong MAE

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3 Comentários

Arquivado em índios, Crime Ambiental, Hidrelétrica, jornalismo, Londrina, Manipulações, Paraná, política, protesto, Rio Tibagi, UHE Mauá

3 Respostas para “Ong MAE acusa Consórcio de crime ambiental em desbarrancamento do Rio Tibagi

  1. Adriana Ramos

    Boa tarde, eu formei em tecnico em ambiência, florestal e e sou habilitada a trabalhar na recuperação de areas degradas, moro em Campo Verde-MT, estou a um ano a procura de Serviço na minha area que eu me formei, e até agora não achei serviço, só encontrei na modo convencional , como eu fiz o curso de agroecologia estou com muita vontade de mostrar o que eu aprendi até agora, para isso então eu preciso de apoio, um trabalho por exemplo, eu vou colocar o meu curriculo tambêm, se por ventura quem lê este comentário favor me encaminhar a quem seja da area,
    Nome : Adriana do Carmo Ramos
    Telefone : (66)9227-7770 /// (66) 92089599
    ESCOLARIDADE

    Ensino Médio Completo 2º grau

    CURSOS

    Cursos : Técnico em Meio Ambiente, com habilitação em florestal da área de meio ambiente.
    Escola : Escola Agrotécnica Federal de Cáceres
    Carga horária: 1.008h
    Módulos : Silvicultura
    Manejo Florestal
    Arborização e Paisagismo
    Tecnologia e Industrialização Florestal
    Ambiência
    Estagio Supervisionado

    Curso : Topografia Básica
    Escola : Escola Agrotécnica Federal de Cáceres/MT
    Período : 25/06/2003 à 05/07/2003
    Carga horária: 40 h

    Curso : Manejo Florestal: Execução de Atividades na categoria de Extensão – Atualização.
    Escola : Faculdade de Engenharia Florestal Pro Manejo/UFMT
    Período : 03 à 06/06/2003
    Carga horária: 40 h

    Curso : Fruticultura Básica
    Escola : SENAR (realizado na Escola Agrotécnica Federal de Cáceres/MT)
    Período : 13/10/2003 à 17/10/2003
    Carga horária: 40 h

    Curso : Recuperação de Áreas Degradadas
    Escola : Cefet
    Realizado : SENAR
    Período : ANO 2003
    Carga horária: 40 h

    Curso : Legislação Ambiental
    Escola : Cefet
    Realizado : SENAR
    Período : ANO 2003
    Carga horária: 40 h

    Curso : Recursos Hidricos
    Local : Acicave
    Período : 17 a 18 de Abril de 2008
    Carga horária: 12 h

    Curso : Avicultura Básica
    Escola : SENAR(Realizado na Cidade de Tangará da Serra-MT)
    Período : 25/04/2005 à 29/04/2005
    Carga horária: 40 h

    Curso : Manutenção e Regulagem de Colheitadeiras
    Escola : SENAR(Realizado na Cidade de Tangará da Serra-MT)
    Período : 17/07/2006 à 21/07/2006
    Carga horária: 40 h

    Curso : Desenvolvimento de Gestão de Lideranças Rurais
    Local : Sebrae(Realizado na Cidade de Tangará da Serra-MT)
    Período : 10/08/2007 à 11/08/2007
    Carga horária: 16 h

    Curso : De Aperfeiçoamento por Alternância em Agroecologia.
    Local : Distâncias dos Territórios da Cidadania da Região Amazônica
    Período : 15/09/2008 á 21/11/2008
    Cargo horária: 130 h
    *Analise da realidade com enfoque na agricultura familiar e na sustentabilidade.
    *Políticas publicas para o fortalecimento da agricultura Familiar (Pnater, Pronaf, Seguro,
    *Problematização: apresentação dos trabalhos de campo sobre conflitos sócio-ambientais e políticas públicas na região e nas unidades produtivas:
    *Princípios da Agroecologia e da transição ecológica.
    *Análise de agroecossistemas com enfoque na integração de sistemas de produção animal e vegetal;
    *Postura do extensionista rural, diálogo de saberes
    *Relações sociais de gênero na agricultura familiar

    Perfil do profissional

    • Reconhecimento das espécies.
    • Inventário e censo florestal.
    • Exploração e manejo sustentado.
    • Proteção conservação e recuperação de ecossistema.
    • Manejo de unidade de conservação.
    • Educação ambiental florestal.
    • Defesa fitossinatária proteção contra incêndio florestal.
    • Participar de grupos de multidisciplinares de planejamento de pesquisas.
    • Na resolução de problema pertinentes aos recursos florestais nos ecossistema do Pantanal Amazônia e Cerrado.

    Silvicultura Manejo florestal Ambiência.

    *Executar projetos de viveiros florestais com toda a infra-estrutura necessária.
    *Sistematizar e operacionalizar atividades em viveiros.
    *Identificar e definir árvores matrizes.
    *Planejar e definir métodos de formação de mudas florestais.
    *Definir e planejar espaçamentos alinhamento coveamento e adubação.
    *Planejar programas de prevenção e controle de pragas e doenças.
    *Diagnosticar variações no crescimento das árvores.
    *Planejar, orientar e monitorar o uso aplicação de corretivos e fertilizantes.
    *Chefiar equipes de campo.
    *Conhecer e diagnosticar impactos ambientais bem como suas causas e efeitos.
    *Descrever propostas e ações ambientais que evitem ou minimizem impactos ambientais.
    *Planejar e monitorar planos de manejo em unidades de conservação.
    *Planejar diagnosticar e avaliar pontos turísticos e trilhas ecológicas.
    *Monitorar orientar programas de EIA, RIM, PCA, licenciamentos.

    REFERÊNCIAS PESSOAIS

    Nome : Cláudia
    Fone : (65) 3325 – 1098 (65) 99695078

    Nome : Edson Castro
    Fone : (66) 99960556

    Nome : Eng.Sanitário José Ricardo
    Fone : (66)3419 2962 (66) 99712329

    Nome : Dr. Luiz Quatrin Engº. Agrônomo e Advogado
    Fone : (65) 3326-5095
    : (65) 8419-7752

    Nome : Fernando Schoerte
    Fone : (66) 99695582 (66) 84282008

    Campo Verde-MT, 2008

    ______________________________________
    Adriana do Carmo Ramos

  2. yago da silva

    em francisco morato ocorreu varios desbarancamentos ate ocorendo mortes,emfrente a minha residencia metade do asfauto desbaranco atingindo um muro de uma escolinha isto ta mais de um ano, agora um visinho enventou de tirar terra para contruir mais como a casa deles era numa ribancera eles tiraram a terra so na onde ia costruir e deichou as terras la, teve umas chuvas fortes e as terras que tava na casa do vizinho foi toda pra rua agora ta uma lamacera.
    nois ja famos varias vezes na prefeitura delegasias e etc mais nao resouve nada eu peso sua ajuda
    obrigado espero sua colaboração!!!

    frascisco morato parque 120 rua aracaju fone:46091273

  3. Marcelo Leal

    sou tecnico florestal gostaria de faser parte desse projeto

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