Ah, o calçadão…


Injeção de ânimo político? Passe pelo calçadão de Londrina aos finais-de-semana da temporada eleitoral, aquilo lá transborda disposição.

Onde e como você vê no mesmo lugar Políticos e Polícia; Belinatistas e os “anti-Belinati”; Hauletes do neoliberalismo e PSol dos anti-menos-pior; Atividade cultural no palco e no chão simultaneamente; Camêras digitais e eu com uma lomo movida a filme? Todas essas coisas fazendo um verdadeira divisão geopolítica do calçadão. Sem contar o numero grande de interesseiros e curiosos para assistir e debater o cenário da Boca Maldita.
Acredito que o (péssimo) gráfico de minha autoria vai ajuda-lo a entender:

No detalhe, o calçadão entre a rua João Candido e av. São Paulo

Fatos do último sábado:

  • Protesto “Belinati Não!”, barraquinha do Hauly e de Belinati, todos juntos, coladinhos, cada um na sua. Ou, ao menos, aparentavam.
  • Além de roda de capoeira, candidatos não eleitos, cabos eleitorais e protesto, no calçadão em manifestação indívidual estava Regina Amâncio. Ela, com uma papelada em mãos, acusava Hauly de não ser “Ficha Limpa”. Regina anunciava que Hauly já teve que vender carro para pagar contas. Estava tudo muito confuso até uma turma do Hauly chegar para aprofundar o debate:

    – Então, mas isso é o que?
    – Coisas que provam que o Hauly não é ficha limpa… teve dívidas… já vendeu carro e…
    – Peraí, to ligando para a parte jurídica…
    – Pode ligar, oh…
    – Mas que dívida é essa?
    – Uma de 35 mil, ele era avalista
    – Ohhhhhhhhhhhh, acabou o assunto.

    E acabou mesmo. Até eu, que já preparava uma folhinha e começava a escrever o debate da anti-Hauly contra os pró-Hauly, aceitei a observação de uma pessoa ao lado que disse: “Só perdeu papel, hein companheiro”. Faltou preparo para a Sra. Regina Amâncio.

  • Eu já havia visto a Regina em um dos sábados que passei no calçadão. Na época, ela usava uma camiseta do “Fora CorruPTos” (contra o PT) e um adesivo do professor Bordin junto ao peito.
    Professor Bordin foi vice de Belinati em 2004 e agora foi candidato a vereador (não eleito) pelo PDT de Barbosa Neto.
  • O PSOL ficou com a sua placa pedindo voto… o VOTO NULO. Vilson Machado alega que o “voto nulo é ideológico”, como se “nenhum dos dois me servem”. Minha priminha de 8 anos recebeu uma pequena aula sobre o PIOR e o MENOS PIOR. Quando o assunto aprofundou para privatizações e terceirizações e cortei: “Calma aí, a moça só tem 8 anos… dê um papel que ela vai ler e entender melhor”. Foi bom para a futura eleitora, que até então já sabia de cor quem era o tal PIOR e MENOS PIOR.
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Arquivado em candidatos locais, Eleições 2008, legislativo municipal, Londrina, Manipulações, política, protesto

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