O alívio do dia primeiro


Impossível não deixar transbordar (intimamente) a sensação ótima de não ter uma imensa pedra nas costas. Se fosse uma pedra no sapato, aquelas que ficam pra vida, eu aturaria – mas nas costas, te impossibilitando de várias coisas, dai é foda.

Recentemente, no final de um ciclo, olhava para os lados e reparava outras pessoas com o mesmo problema: Um peso enorme nas costas. Menos agoniadas que eu, no meu caso o peso ficou desde o início – nos outros, foram quilos e quilos de pedras sendo colocadas aos poucos.

Quem sabe do que estou dizendo, compactua da mesma idéia (oras, é quase impossível não compactuar, o outro lado não deu alternativa).

Outros alívios me acertaram antes mesmo da burrada que o antigo governo assinou (não foi coisa falada, foi assinada e carimaba): Aumento da tarifa para render mais lucro a empresa que presta um serviço básico, nas coxas, necessário para população e que saí caro. Nunca vi o prefeito e seus secretários trafegando de ônibus, nem chefes da CMTU/TCGL (em campanha, colocar deputado federal para usar no domingo, às 4 da tarde, com ônibus novo não vale, hein).

O alívio: Durante a diplomação dos eleitos eu conversei com o promotor Miguel Sogayar, que adiantou algo que anda esquecido. Quem lembra das falhas gravíssimas que a empresa TCGL cometeu em seus aumentos? 
Já postei algo aqui no blog sobre:

“O aumento excessivo entre 1995 e 2005 que passa dos 526%, aqui em Londrina a cobrança é alvo de dúvidas pelo Ministério Público. O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogayar, em entrevista a Folha de Londrina, no ano de 2005, acusou e criou uma ação contra o Município/CMTU e as empresas de transporte urbano (Transportes Coletivos Grande Londrina e Francovig) por “inúmeras irregularidades” na planilha de aumento apresentada pela CMTU. Mais do que dados trocados, valores sem comprovação de fonte e a inserção de números falsos, não consta no documento a receita obtida nas locações da frota, publicidade nos veículos (que é intensa) e as receitas do serviço “PSIU” (Neste caso, o valor do transporte é de R$2,50). Nesta época, já havia uma ação desse tipo que foi protocolada em 2003.”

Miguel disse-me que em março saí o resultado da primeira ação (2003). “O laudo do perito é favorável ao Ministério Público”, disse.
Se perder, a Grande Londrina deverá rever o preço de sua passagem e até indenizar a cidade com a renda obtida ilegalmente no período. 

Isso, ainda, sem contar o lamaçal que se meteu a última legislatura e a empresa em questão, acusada de pagar uma boa mesada (4 salários mínimos que chamam insanamente de “mensalinho”) ao vereadores para calarem a boca antes de falar da empresa.

Blog abandonado? 

Longe disso.Estou aproveitando esses dias de férias. Reservei tempo para família e não pude cobrir os acontecimentos da cidade. O sítio da câmara não exibia o “ao-vivo”.
Acompanhei nas horas vagas os blogues que estão ali na minha listinha ao lado. Com mais frequencia o do Fábio, Renon, Cláudio, Victor e Marcos (está no RS).

Agora vou para o litoral catarinense, volto ao blog em fevereiro, focando a Câmara de Londrina (praticamente a minha sala de aula verdadeira, onde conheci pessoas dispostas a ensinar de verdade) e, ohhh, aprender mais sobre a prefeitura e falar sobre ela também. 

Quase fiz um blog pessoal, para postar sobre o dia-a-dia, mas sei que ninguém iria ler.

Abraços e até breve.

1 comentário

Arquivado em blog, candidatos locais, Imprensa, Internet, legislativo municipal, Londrina, Manipulações

Uma resposta para “O alívio do dia primeiro

  1. Eu leria seu blog pessoal, cara, adoro saber o que as pessoas pensam. Lógico, desde que pensem algo interessante. Pelo tanto que você conhece a cidade, deve ter coisas boas para contar.

    Nas férias voltei para a cidade onde minha mãe mora, São José do Rio Preto/SP, cidade muito semelhante a Londrina, exceto por possuir 100 mil habitantes a menos e pelo calor excessivo que possui. Aqui a passagem do ônibus custa R$2,10, mas sente-se que esse dinheiro é bem empregado. Não há ônibus capenga circulando na cidade e no geral não se espera muito para tomar um ônibus. Há até ônibus adaptados ao uso de biodiesel. O interior dos ônibus é colorido, com sinalização bem visível para pessoas idosas e defeituosas (não é aquela coisa cinza e deprimente dos ônibus de Londrina). Geralmente há dois espaços reservados para cadeirantes e todas as poltronas são almofadadas (não aquelas espumas nojentas que os vândalos arrancam, mas aquele material mais denso e compacto, difícil de estragar).

    Seria bom que Londrina desse uma olhada em cidades semelhantes a ela: Maringá, Rio Preto, Uberlândia, Ribeirão Preto, Caxias do Sul, Joinville, etc, e aprendesse com experiências de sucesso. Em Rio Preto, por exemplo, agora há uma estação de tratamento de esgoto. Não é uma pérola em meio a tanto lamaçal nesse país? Londrina patina e isso me assusta.

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