Marcelo Frazão (JL): Arrematador


Não é surpresa dizer que o Marcelo Frazão, do JL, é um cara diferente nos jornais. Tem professor acadêmico que deve odiar o estilo, mas eu gosto. Também não é surpresa algum para o Frazão ler isso aqui, ele sabe que penso isso – tanto que é um dos jornalistas que mais me ensina fora do restrito circulo acadêmico.

E ao ler a matéria “Sidney Souza Volta à Câmara” é notar que está um curso em seus parágrafos uma desconstrução, como se a matéria fosse algo a ser descascado, fatiado – servida em pedaços. Depois de lembrar e ligar vários temas que ajudaram o ex-presidente do legislativo voltar para Casa (mudança de lei enquanto era presidente que o favorece agora), a matéria ainda traz uma pequena entrevista que te coloca ainda mais dentro da situação, confira:

“Não houve cavalo de tróia”, defende ex-presidente da Casa

JL – Quanto à tramitação da emenda à Lei Orgânica, que foi feita no apagar do ano legislativo…
Sidney de Souza – (interrompe) Desculpa, mas não concordo. A Comissão de Justiça deu pela legalidade. Para mudar a lei houve 10 dias de prazo. Então, desculpa. Regimentalmente você vai ver que não há óbice em apresentar emenda à proposta. Não se fez cavalo de tróia para embutir algo estranho dentro de uma proposta. Mexendo na Lei Orgânica nada impede que se queira mexer em um artigo e alterar outro. O projeto de lei pode ser emendado.

Mas não é cavalo de tróia o que aconteceu? A emenda original era apenas sobre ajuste do número de vereadores…
Ué, claro que não. A proposta em objeto era ‘vereadores’ e mexemos quando um vereador pode atuar. Não falávamos de vereadores enquanto mexemos no Código Tributário, no Código de Posturas ou em outro assunto atípico. Como presidente da Câmara apenas votei na proposta.

No dia da alteração a imprensa saiu do plenário e só então a emenda foi colocada em votação…
Não fazemos as coisas em relação à imprensa. A entrevista está encerrada, desculpe. Não vou ficar respondendo a isso.

Mas vereador, houve clareza para a população na mudança da lei?
A Câmara está aberta, temos internet e Diário Oficial e quem publiciza é a imprensa. Se alguém deixou de dar publicidade, foi a imprensa.

Na época a manobra saiu na capa do JL…
Pois então, se saiu em 30 mil exemplares, chegando a 120 mil leitores, de graça e na capa do jornal. Quer publicidade melhor do que essa?

Certa vez, em uma matéria do ano passado, os vendedores ambulantes, ao serem “incomodados” pela reportargem do JL, faziam ataques diretos: “Fazer jornalismo de picaretagem também não pode. Tem tanto jornalista picareta por aí. Sei onde você quer chegar…” ou  ainda “Aqui não vem fiscal da Prefeitura não. Vem só repórter sem-vergonha com papelzinho na mão dar uma de bonzão. Tem gente que vem queimar nós aqui. Não adianta chegar com esse converseiro. Se não pode e vai tirar, tira logo. Manda ‘os homi’ vir aqui tirar”. Quem escreveu e não omitiu a raiva dos vendedores com a profissão foi Marcelo Frazão (clique e leia aqui).

Só me resta desejar parabéns ao jornalista e recomendar que passem no site do JL para ler a matéria sobre o Sidney.

2 Comentários

Arquivado em blog, candidatos locais, caso bonilha, Eleições 2008, Imprensa, jornalismo, jornalista, legislativo municipal, Londrina, Manipulações, ONGMAE, Paraná, política

2 Respostas para “Marcelo Frazão (JL): Arrematador

  1. Além de um ótimo jornalista, é um bom ator também. Vou sempre lembrar dele como o professor terrorista da minha primeira aula na faculdade, aula-trote, lógico. Foi de jaleco e tudo, carregando alguns intrumentos que dizia ser de um crime. Caí como um pato. O mais engraçado é que ele mandou fazermos uma redação respondendo à pergunta: “o que fica depois do fim?”. Gastei meu latim para fazer bonito e depois vi os veteranos rachando o bico de mim hahaha.

    Teve outro episódio: eu e um amigo estávamos no terminal e o Frazão estava por lá, com cara de perdido, olhando pro teto. Começamos a conversar com ele e acabamos por tomar o mesmo ônibus. Ele sabe contar muitas histórias. Aliás, ele está diretamente envolvido com a ONG MAE, não é?

    Figuraça!

  2. Roberto Ortega

    hahaha, isso era quando ele fazia direito, né?
    Ele desistiu.
    Engraçado.

    Sobre a Ong, ele cuida do blog e de outras atividades (relacionadas a imprensa, eu acho).

    Os jornalistas na Câmara me ensinam o que 24 meses não é capaz de ensinar: Jornalismo, ué.

    abraços.

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