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Londrina: (novo) Segundo Turno está definido

Alguém lembra de quando eu dei a dica do Google Alerts?
Pois bem, através dele eu fico sabendo, diariamente, que Londrina terá um novo prefeito. Todos os dias são despejadas notícias de que logo irá acontecer eleições. No começo do mês era mais tímido, com chamadas do tipo “Mudanças à vista”, “Londrina espera por um novo prefeito” e “PP tenta mais um recurso no TSE”.

Depois veio a maré de emails sobre o prefeito interino Padre Roque e suas tentativas de acabar com a marola do antigo governo (como o aumento da passagem, numero grande de secretarias e o desconto dos servidores).

Agora, hoje cedinho, me chega a notícia que o meu “Google Alerts” tanto anunciava: “TRE define hoje nova eleição em Londrina”. Não tardou em me alertar novamente o que ficou querendo dizer há mais de 20 dias:

“Londrina vai ter novo 2º turno em 29 março”

Pronto, tá definido.
Ah, será Barbosa versus Hauly. Sei que não é algo que você sonhava – quem sabe um dia só teremos prefeito tapão? dai vai ser a moda de um querer fazer mais do que o outro em 3 meses. Seria um caos bizarro.

Agora vou esperar meu Google Alerts me avisar quais serão as chamadas da vez.

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Arquivado em Belinati, candidatos locais, Eleições 2008, Hauly, Internet, jornalismo, Londrina, Paraná, política, PSDB, você sabia?

TSE decide: Londrina terá 3º turno

Com informações do Baixo-Clero

Venceu a tese do novo segundo turno ou o chamado “terceiro turno”, no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito da consulta feita pelo TRE/PI para o caso da cassação do registro da candidatura do mais votado. Na prática, isso significa que teremos em Londrina um “terceiro turno” entre Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT), respectivamente segundo e terceiro colocados no primeiro turno.

A decisão só não foi proclamada devido a um pedido de vistas do ministro Joaquim Barbosa com relação às duas últimas questões da consulta.

Para ler mais da Novela Londrinense que deu mais ibope que a Lamaçal, procure no google ou acesse as analises no blog do Fábio Silveira.

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Entrevista com o Prefeito

O Bonde publica a entrevista feita com o atual prefeito Nedson Micheleti. Ele falou de administração, de Belinati, de caixa-dois, de improbidade administrativa, de futuro.

Como óbvio, ele negou qualquer cargo político para 2009, disse que volta direto para a Caixa como técnico bancário.
E, assim como vários especialistas de buteco (outros não), acha o Belinati um “gênio” da política.

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Dúvida Cruel

Uma questão do vestibular falava sobre o populismo em Londrina sem citar nomes.

Quem será o candidato populista de Londrina que tenta pela 4º vez ser prefeito da cidade?

Eu não sei,
pelo jeito, nem a matéria do JL sabia.

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Ganhou, mas não levou…

A matéria que eu publico abaixo é de um companheiro de curso, o Ítalo Rodrigo. Ele fez o texto dias depois do protesto pró-Belinati, do qual fomos espectadores. Portanto, seguem as palavras que o Ítalo digitou e estavam aqui comigo – O email de contato dele é italo_rod@hotmail.com.

Ganhou, mas não levou…

Cassação do Prefeito eleito de Londrina Antonio Belinati pelo Tribunal Superior Eleitoral gera protesto no Centro Cívico da cidade

Se algum desavisado aparecesse quarta passada na porta fórum eleitoral, talvez achasse que estivesse fazendo parte de uma gravação especial do programa Arabian Show. Do alto do caminhão de som, o apresentador Omar Zabian comandava a massa de manifestantes como se estivesse animando um público escolhido a dedo para fazer parte do seu programa.

Com um olhar mais cuidadoso era possível identificar no meio da massa animadores infiltrados que incitavam as pessoas, em sua maioria mulheres, a elevar ainda mais o tom do protesto queimando o titulo de eleitor e a Constituição Federal.

Era o que fazia o servidor público Geraldino Batista do Nascimento no meio de um grupo de senhoras histéricas, quando chegamos para tentar uma entrevista.

-Qual é o nome do senhor?

-Sou contra essa decisão arbitraria do ministro…

-Qual é nome do senhor?

-Geraldino, sou contra essa…

-De quê?

-Batista do Nascimento.

-Qual a profissão do senhor?

-Servidor público, sou contra essa decisão arbitraria do ministro, por que se eis tinha que votar, porque que eis não votaro antes?, porque é um tapa, uma safadeza…

-VAMO QUEIIIIIIMAAAA- grita uma senhora passando pelo local.

-Nóis vamo convocar a população e queimar o título – retoma o diálogo.

-O senhor teme alguma ação da polícia?

-Eu temo porque isso aqui é poder, nóis tamo vivendo a famosa ditadura. A polícia está sempre do lado do governante. Esse povo não sabe perder quer ganhar no tapetão.

Alguns metros dali era possível avistar o Major Kogut, á paisana, passando algumas instruções aos policiais que, a distancia, acompanhavam a manifestação.

Agora, alguém joga no chão um grande pano preto, todo empoeirado, rapidamente, os animadores, provavelmente cabos eleitorais, o rasgam em pequenas tiras distribuindo entre as pessoas.

O sol escaldante castiga os manifestantes que são obrigados a gritar ainda mais alto que o caminhão de som que toca no volume máximo os jingles de campanha do candidato cassado.

Omar Zabian com uma tira preta amarrada na testa, a la Rambo, entra na guerra para ver quem fala mais alto e, empunhando um megafone como se fosse uma metralhadora, dispara ainda mais alto frases nem sempre bem compreendidas pelos seus seguidores.

– O povo é burro?

-Éééééééééée.

-Presta atenção, responde direito – Diz contrariado, e pergunta de novo.

– O povo é burro?

– Nãooooooooooo.

Nesse momento chega um carro todo adesivado com propagandas eleitorais do candidato cassado e da vereadora reeleita Sandra Graça. O carro tem os vidros fechados, provavelmente porque o ar condicionado esta ligado, o povo cerca o veiculo gritando:

– Sandra, Sandra…

O calor é insuportável, o contato é inevitável. A vereadora sai, corpos suados vão de encontro a ela que não tem outra escolha senão abraçá-los. E com quarenta minutos de atraso, ela segue para a sessão da Câmara dos Vereadores, literalmente nos braços do povo.

De repente, vejo um aglomerado de pessoas, imagino que o que se temia ocorreu, um principio de tumulto, quebra – quebra. Chegando ao local, vejo, no meio do tumulto, sorridente, o senhor Lázaro, o sorveteiro.

-Boa tarde, o senhor vende sorvete aqui todo dia ou veio por causa do protesto?

-Todo dia.

-Hoje ta vendendo mais que os outros dias?

-Ooopa!! Por isso que nóis tem que apoiar o homi certo, vendi dois carrinho de sorvete aqui hoje.

-Geralmente vende quanto?

-Tem dia que não vende é nada, hoje vendi dois. –  Repete com sorriso de orelha á orelha.

– Se continuar assim vai buscar o terceiro?

-Ooopa!!!

Incansável, camisa ensopada de suor, tarja preta amarrada na testa, Omar Zabian convoca a população para uma volta olímpica no centro cívico. Ele vai à frente, o megafone vomita todo o repertório de clichês populistas. Ele vai á frente como um profeta, como um pastor que conduz as ovelhas para o abate.

Uma senhora idosa e uma moça com um bebê de colo não conseguem acompanhar o pelotão que segue em marcha acelerada em direção á prefeitura, ficam para atrás, aproveito para puxar uma conversa.

-Boa tarde, como que é o nome da senhora?

-Teresa Pessoa.

-Quantos anos, Dona Teresa?

-61.

-Como que esta sendo o dia da senhora hoje?

-Muito triste né, eles não deveriam ter feito uma maldade dessa, a gente fica revortado, se não fosse pra ele entra então não deixasse entra.

-E o calor, não faz mal para o nenê, por que vocês o trouxeram?

-Não tem com quem deixar né.

-A senhora já protestou alguma vez?

-Primeira vez, nóis achemo muito errado isso aí sabe, depois que ele ganha, a gente da o voto de confiança, por que toda a vida eu votei nele mesmo…Ele sempre ajudou a gente.

-Digamos que não tenha como ele voltar e tenha que votar denovo…

-Barbosa Neto, ele apoiou o Belinati, agora se ele entrar nóis apóia ele.

– Vamos imaginar que o Belinati apoiasse o Nedson?

Nesse momento a nora de Dona Teresa, Aline, que carrega o bebê no colo, toma a palavra:

-Nedson é duro, mas se o Belinati apoiar nóis vamo atrás.

-Dona Teresa, o que a senhora acha quando escuta falar que o Belinati roubou duzentos milhões e tem mais de noventa processos…

-Eu acho que ele não roubou não…

-Quando a senhora vê as imagens na TV dele sendo preso, o que a senhora acha?

-Ele fez muita coisa por Londrina, então o dinheiro vai embora né. Hoje eu sou nomeada do estado por causa do Belinati, quando ele trabaiava na Voz do Povo, cinco mil e seiscentos zeladores recebiam verba de sabão, sabe, dinheiro para comprar material. Ele ajudou cinco mil e seiscentos zeladores.

Nesse momento Omar Zabian conduz seus fiéis em direção ao centro da cidade, marchando na contra mão da Avenida Duque de Caxias. Dona Teresa, o bebê e a nora desistem de acompanhar a procissão, sentam no ponto de ônibus e ficam olhando o pelotão sumir no horizonte.

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Notícias de um protesto pró-Belinati

O óbvio aconteceu. O protesto, que já era anunciado ontem minutos após a divulgação da impugnação de Belinati, começou hoje por volta das onze da manhã. A maioria que protestava era da periferia da cidade – cerca de 350 – e todos em tom uníssono pediam a “volta do povo a prefeitura” (povo que, aliás, ainda nem chegou nela). 

Cerca de 400 manifestantes invadiram os prédios públicos. Muitos apareceram de onibus fretados, outros souberam pela imprensa local.

Cerca de 350 manifestantes invadiram os prédios públicos do Centro Cívico. Muitos apareceram de onibus fretados, outros souberam pela imprensa local. Por fim, manifestantes foram até o calçadão.

Como esse grupo de pessoas apareceu no centro cívico? Segundo os próprios manifestantes, isso foi organizado entre eles, quando saiu o resultado da impugnação. Já outros alegam que “foi tudo anunciado na TV”. Uma das várias pessoas que conversei, moradora do União da Vitória 2, diz que ficou sabendo da notícia ontém à noite e na mesma hora foi para a rua contar a sua indignação aos vizinhos – que também estavam revoltados. Ela diz que saiu de casa num domingo e depositou o seu voto em alguém e se esse alguém ganhou ele tem que assumir. A senhora vai além e cutuca: “Se ele tem 90 processos, ele não tinha que estar na cadeia? Que cachorrada é essa com a gente?”.
Mais duas mulheres, vizinhas de bairro, fazem coro. Pergunto se, num outro cenário eleitoral, eles apoiariam Barbosa (?), todas são taxativas ao dizer: “Sem Belinati a gente não vota”.

A tal da “democracia”

A dama da tarde foi a palavra “democracia”. Estava na boca de todos e em todos os momentos. Ouvi frases enfurecidas de “afronta a democracia”, “mataram a democracia”, “sumiu a democracia” e perguntas como “que merda de democracia é essa?”, “cadê a democracia?”.
Num momento em que pegava depoimento de uma senhora, o manifestante que passa ao lado grita: “É o genocídio da democracia”. Uau!

Arabians Showman

Omar Zabian, homem que comandava o programa Arabians Show (desculpe-me, não sei se ainda existe na Tv Viana), foi o âncora do protesto. Inicialmente, através de sua voz, já emitia frases de ordem para multidão em sua volta. Depois com um megafone. Logo arrumaram um pequeno carro para ele subir.
Omar já estava com a sua camisa cinza completamente escura de suor. Mas ele conseguiu, enfim, o seu momento: Um caminhão de som de “Rubens Loureiro-PV”. O apresentador aproveitou e fez de um protesto um programa de auditório Belinatista, com espaço para jingles, falas aleatórias da platéia e até distribuição de brindes, como adesivos, bandeiras e água.

Arabians Showman [2]

Mas, assim como na TV, seu esforço era pouco reconhecido pela maioria. O que interessava mesma era gritar, de algum modo, que Belinati tinha que voltar. Para isso a platéia de Omar provava a cada palavra que ele não tinha papel relevante algum em cima de um caminhão.
Quando Omar puxava uma musica, o povo cantava. Quando ele fazia qualquer pergunta, o povo dava respostas afirmativas. Por falta de estratégia ou pela emoção do momento, o árabe questiona ao público:

– O povo é bobo???
– É É É!

Com cara de desapontado, Omar diz que “não, pô” e repete a pergunta. Após isso, ele apenas seguiu o caminho do complete com os manifestantes: “A volta é do povo à prefei…”, “Nós queremos o Belina…”. O povo mostrava que gostava mesmo é cantar e ficar no “tura”, “ti” e “cadê a democracia?”, certamente não tinham cabeça para ficar ouvindo o árabe num megafone baixíssimo.

Em certos momentos, ele se empolgava e até cobrava: “A voz do povo é a voz de…?”, “Vamos lá, eu não ouvi…”.
Para programa de auditório, só faltou aviãozinho com nota de R$50.

Sacaram o Showman

Num determinado momento, o Showman Omar explicava que fazia todo esse malabarismo num caminhão de som pró-Belinati pelo bem da população, por amor a Londrina e por acreditar no cassado. Ele pede atenção e silêncio para aprofundar:

– Não tenho pretenção de ser político…

Nesse momento um rapaz que passa ao meu lado aponta:

– Que migué! Ó ae. Esse já tá dentro.

E pelos comentários que rolam em blogs, como o do Paçoca com Cebola, Omar é cotado para ser o Secretário de Cultura. Vão além, postando que ele está envolvido com a faixa rasgada do movimento “Belinati Não!” e em boataria anti-Barbosa.

Tá certo

Protesto deixa vidro da Câmara quebrado

Sandra Graça (PP), vereadora reeleita da turma Belinatista, até tentou simular que ver todo aquele povo era uma grande surpresa, mas não deu. Muitas pessoas começaram a cercar seu carro, abrindo a porta, trazendo ela para fora. Rolou até um “Sandrá Graça! Sandra Graça!”.
Como resposta automática, ela apenas recebia os beijos e dizia “Ta certo, ta certo”, afinal, todos diziam que o Tio Bila vai voltar. Um rapaz ao lado suspirou: “Oh Sandra, a gente vai quebrar tudo”. Ela virou rapiadamente dizendo “quebrar não, gente! quebrar não!”. Ufa!

Mas o pedido veio tarde, já haviam quebrado o vidro da porta da Câmara de Londrina… lugar que Sandra Graça e outros pepistas trabalham.

Promessas

Das promessas de última hora que ouvi dos manifestantes, a que conseguiu o maior numero de adeptos foi a de queimar o título se acaso não reverterem a situação. Um senhor, que parecia puxar vários gritos e mobilizar um bom numero de pessoas no centro cívico animou: “Onde está a cidadania? Não vamos votar, vamos queimar o título”. Exclamações, gritos, pessoas abrindo carteiras e bolsas, porém, vendo a negativa da imprensa, o senhor lembra: “Vamos mesmo, hein, eu prometo. Se ele não for pra prefeitura, nois queima”.

Mas depois que as emissoras de TV chegaram, um grupo se reuniu na calçada do Forum e lascou fogo não só nos titulos de eleitor, mas até na Constituição.
Interessante pensar que alguém anda com uma constituição no bolso – ou já era algo pensado? Segue o video do Portal Bonde:

Ministros na mira

Na parte da manhã, ainda longe dos protestos, lia o Jornal de Londrina no balcão de uma loja. Na matéria que mostrava o TSE, havia uma mira no ministro Ayres Britto e o seu nome estava circulado no texto.

Durante o protesto, o que aconteceu foi uma enxurrada de ofensas ao juizes que votaram a favor da impugnação. “Aqueles 5 jaguaras – sim, ué, é jaguara – tem coragem ainda de se olharem no espelho?”, dizia uma mulher com o microfone em mãos, em cima do caminhão. Outro, que foi candidato e não se indentificou, acusa: “Esses ministros são comprados a preço de ovo”. E em menos de 5 minutos um senhor resume em seu discurso: “Cagalhões!” e puxa a cantoria pró-Belinati.

Enquanto falavam, várias pessoas concordavam e emendavam. Exemplo de uma senhora ao lado: “Democracia é o povo e não cinco gato-pingado sem fazer nada”.

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