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A volta dos que já foram…

Na última semana, o meu Google Alerts ignorou os dois candidatos do (novo) segundo turno na cidade. Barbosa Neto, o nome, só entra em destaque para falar dor tema “Copa do Mundo”. Detalhe importante: Barbosa Neto é da Goias Turismo e briga para levar a Copa a Goiania. Já Hauly, pela singularidade do nome, aparece poucas vezes.

Agora, após os apoios bombásticos que poderão mudar o rumo da  nova eleição, é provável que os candidatos irão lotar a minha caixa de emails.

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Sobre o apoio do PTdoB ao Barbosa

“Ora, mas não consigo entender…
Tem boca de sucuri nessa história, gente”

Confira o video (bem lembrado no Paçoca) do PTdoB versus Barbosa Neto:


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Um projeto de lei para legitimar a lei não-legitimada

Já usei esse título em outra postagem, para falar do mesmo assunto. Como sou leitor diário dos blogs da cidade, vi que alguns divulgaram em postagens que descobriram que tem vereador querendo dar cartão de ônibus para presidente de associação de moradores. É óbvio que as postagens deste ano e até comentários que ouvi ano passado não louvavam o projeto.

Porém, vou voltar a lembrar de algo (já havia dito isso em email ao Délio Cesar, quando fez a mesma coisa) : Isso de dar passe não é tão original.
Ao ler o projeto o que se pode notar é que a lei já existe, só que em forma de passes. Na TCGL nunca ouviram falar dela; CMTU idem. A justificativa do projeto é exatamente essa: Obrigar a distribuição das passagens, que é lei.

Portanto, a lei nº 5.428,  de 21 de junho de 1993, diz que o presidente de associação/favela/comunidade tem o direito a trinta passes mensais. A idéia dos vereadores ao puxar esse assunto, é, na justificativa, revogar a lei para adapta-la ao novo sistema – e de tabela, coloca-la em funcionamento.

É claro que não sou inocente a tal ponto de achar tudo um mar de rosas, sei da luta do passe-livre e dos absurdos praticados pelas empresas de transporte coletivo.
Mas os vereadores acharam um gancho para beneficiar os presidentes de bairro, e, é fato, o gancho existe.

Às vezes é só um projeto de lei eleitoreiro: Mas a lei permite… e o gancho existe.

Acredito que as questões deveriam tomar um outro rumo: Quando as empresas assinaram um contrato de 33 anos com o município, na gestão passada, elas não estavam cientes das leis da cidade? Não são obrigadas a cumpri-las?

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Marcelo Frazão (JL): Arrematador

Não é surpresa dizer que o Marcelo Frazão, do JL, é um cara diferente nos jornais. Tem professor acadêmico que deve odiar o estilo, mas eu gosto. Também não é surpresa algum para o Frazão ler isso aqui, ele sabe que penso isso – tanto que é um dos jornalistas que mais me ensina fora do restrito circulo acadêmico.

E ao ler a matéria “Sidney Souza Volta à Câmara” é notar que está um curso em seus parágrafos uma desconstrução, como se a matéria fosse algo a ser descascado, fatiado – servida em pedaços. Depois de lembrar e ligar vários temas que ajudaram o ex-presidente do legislativo voltar para Casa (mudança de lei enquanto era presidente que o favorece agora), a matéria ainda traz uma pequena entrevista que te coloca ainda mais dentro da situação, confira:

“Não houve cavalo de tróia”, defende ex-presidente da Casa

JL – Quanto à tramitação da emenda à Lei Orgânica, que foi feita no apagar do ano legislativo…
Sidney de Souza – (interrompe) Desculpa, mas não concordo. A Comissão de Justiça deu pela legalidade. Para mudar a lei houve 10 dias de prazo. Então, desculpa. Regimentalmente você vai ver que não há óbice em apresentar emenda à proposta. Não se fez cavalo de tróia para embutir algo estranho dentro de uma proposta. Mexendo na Lei Orgânica nada impede que se queira mexer em um artigo e alterar outro. O projeto de lei pode ser emendado.

Mas não é cavalo de tróia o que aconteceu? A emenda original era apenas sobre ajuste do número de vereadores…
Ué, claro que não. A proposta em objeto era ‘vereadores’ e mexemos quando um vereador pode atuar. Não falávamos de vereadores enquanto mexemos no Código Tributário, no Código de Posturas ou em outro assunto atípico. Como presidente da Câmara apenas votei na proposta.

No dia da alteração a imprensa saiu do plenário e só então a emenda foi colocada em votação…
Não fazemos as coisas em relação à imprensa. A entrevista está encerrada, desculpe. Não vou ficar respondendo a isso.

Mas vereador, houve clareza para a população na mudança da lei?
A Câmara está aberta, temos internet e Diário Oficial e quem publiciza é a imprensa. Se alguém deixou de dar publicidade, foi a imprensa.

Na época a manobra saiu na capa do JL…
Pois então, se saiu em 30 mil exemplares, chegando a 120 mil leitores, de graça e na capa do jornal. Quer publicidade melhor do que essa?

Certa vez, em uma matéria do ano passado, os vendedores ambulantes, ao serem “incomodados” pela reportargem do JL, faziam ataques diretos: “Fazer jornalismo de picaretagem também não pode. Tem tanto jornalista picareta por aí. Sei onde você quer chegar…” ou  ainda “Aqui não vem fiscal da Prefeitura não. Vem só repórter sem-vergonha com papelzinho na mão dar uma de bonzão. Tem gente que vem queimar nós aqui. Não adianta chegar com esse converseiro. Se não pode e vai tirar, tira logo. Manda ‘os homi’ vir aqui tirar”. Quem escreveu e não omitiu a raiva dos vendedores com a profissão foi Marcelo Frazão (clique e leia aqui).

Só me resta desejar parabéns ao jornalista e recomendar que passem no site do JL para ler a matéria sobre o Sidney.

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E o blogueiro retornou…

Voltei das boas férias que tive. Passei uma semana no litoral de SC, em Balneário Camburiu.
Aproveitei bem o Estado: Passei por Florianópolis e suas praias e também visitei a cidade de Brusque.

É difícil notar que Santa Catarina passou (ou ainda passa) por dificuldades, parece que tudo está no lugar. No caminho para Brusque vi apenas um morro que sofreu deslizamentos de terra. Em Camburiu, uma das principais avenidas do Balneário, a Brasil, ficou alagada em alguns pontos após uma chuva clássica de fim de tarde. Parecia um alagamento normal, desses que encontramos em Londrina – provavelmente culpa de um bueiro entupido por descuido humano. No fim do dia, chovia rápido e forte.

Eu – junto com a família de minha noiva, a Camilla – conheci a Lagoa da Conceição, em Florianópolis e as tão faladas “dunas”, assim como a Praia da Joaquina. Achei tudo muito bonito, principalmente a Lagoa, já a água Joaquina é extremamente gelada.

Brusque é um playground para casais. Lá compramos jogos de cama, mesa e banho com preços bem acessíveis.

O que me chateou foi a parte cultural dessas cidades turísticas: Hippies que não produzem e comércio confuso. É Sério. Os hippies vendiam seus produtos a beira-mar, como colares feitos de semente de açaí, tudo indicava um trabalho artesanal. Porém, ao visitar pequenas lojas de 1,99, notei que poderia comprar o mesmo produto que os hippies vendiam, só que embalados e mais baratos.

Já com o comércio, algumas lojas me atendiam de modo confuso. Devido a grande presença de argentinos e uruguaios, frequentemente eu era recebido com um portunhol horrível pelos vendedores do Balneário.
Não sei do povo argentino, mas eu não ficaria contente em ir para Buenos Aires e notar um esforço tremendo das pessoas tentando me atender em português. É ridículo.

Mas as férias acabaram. Volto a escrever no blog como antigamente e lendo bastante a nossa blogosfera (assino vários feeds locais).

As aulas na universidade também retornam. Lá, além de jornalismo, estudamos antigas matérias do primário, como ciências: Jogar água fria em “costa-quente” pode causar apenas uma reação… ebulição, nada além disso.

Abraços,

e até breve.

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Aviso aos leitores

Caríssimos, estarei em Balneário Camburiú nos próximos dias, portanto, não poderei postar aqui no blog.
Porém estarei n’ativa no Twitter.
Quem tiver cadastro é só me seguir lá, sempre farei uma micropostagem… nem se for para falar do tempo ou de que vi algum político local.

Falando em tempo: Me desejem sorte com ele. A Camilla, minha noiva, fica no site do Climatempo atualizando a página constantemente, tudo pelo medo de uma reviravolta climática.

Abraços e até outro dia.

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O alívio do dia primeiro

Impossível não deixar transbordar (intimamente) a sensação ótima de não ter uma imensa pedra nas costas. Se fosse uma pedra no sapato, aquelas que ficam pra vida, eu aturaria – mas nas costas, te impossibilitando de várias coisas, dai é foda.

Recentemente, no final de um ciclo, olhava para os lados e reparava outras pessoas com o mesmo problema: Um peso enorme nas costas. Menos agoniadas que eu, no meu caso o peso ficou desde o início – nos outros, foram quilos e quilos de pedras sendo colocadas aos poucos.

Quem sabe do que estou dizendo, compactua da mesma idéia (oras, é quase impossível não compactuar, o outro lado não deu alternativa).

Outros alívios me acertaram antes mesmo da burrada que o antigo governo assinou (não foi coisa falada, foi assinada e carimaba): Aumento da tarifa para render mais lucro a empresa que presta um serviço básico, nas coxas, necessário para população e que saí caro. Nunca vi o prefeito e seus secretários trafegando de ônibus, nem chefes da CMTU/TCGL (em campanha, colocar deputado federal para usar no domingo, às 4 da tarde, com ônibus novo não vale, hein).

O alívio: Durante a diplomação dos eleitos eu conversei com o promotor Miguel Sogayar, que adiantou algo que anda esquecido. Quem lembra das falhas gravíssimas que a empresa TCGL cometeu em seus aumentos? 
Já postei algo aqui no blog sobre:

“O aumento excessivo entre 1995 e 2005 que passa dos 526%, aqui em Londrina a cobrança é alvo de dúvidas pelo Ministério Público. O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogayar, em entrevista a Folha de Londrina, no ano de 2005, acusou e criou uma ação contra o Município/CMTU e as empresas de transporte urbano (Transportes Coletivos Grande Londrina e Francovig) por “inúmeras irregularidades” na planilha de aumento apresentada pela CMTU. Mais do que dados trocados, valores sem comprovação de fonte e a inserção de números falsos, não consta no documento a receita obtida nas locações da frota, publicidade nos veículos (que é intensa) e as receitas do serviço “PSIU” (Neste caso, o valor do transporte é de R$2,50). Nesta época, já havia uma ação desse tipo que foi protocolada em 2003.”

Miguel disse-me que em março saí o resultado da primeira ação (2003). “O laudo do perito é favorável ao Ministério Público”, disse.
Se perder, a Grande Londrina deverá rever o preço de sua passagem e até indenizar a cidade com a renda obtida ilegalmente no período. 

Isso, ainda, sem contar o lamaçal que se meteu a última legislatura e a empresa em questão, acusada de pagar uma boa mesada (4 salários mínimos que chamam insanamente de “mensalinho”) ao vereadores para calarem a boca antes de falar da empresa.

Blog abandonado? 

Longe disso.Estou aproveitando esses dias de férias. Reservei tempo para família e não pude cobrir os acontecimentos da cidade. O sítio da câmara não exibia o “ao-vivo”.
Acompanhei nas horas vagas os blogues que estão ali na minha listinha ao lado. Com mais frequencia o do Fábio, Renon, Cláudio, Victor e Marcos (está no RS).

Agora vou para o litoral catarinense, volto ao blog em fevereiro, focando a Câmara de Londrina (praticamente a minha sala de aula verdadeira, onde conheci pessoas dispostas a ensinar de verdade) e, ohhh, aprender mais sobre a prefeitura e falar sobre ela também. 

Quase fiz um blog pessoal, para postar sobre o dia-a-dia, mas sei que ninguém iria ler.

Abraços e até breve.

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