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A volta dos que já foram…

Na última semana, o meu Google Alerts ignorou os dois candidatos do (novo) segundo turno na cidade. Barbosa Neto, o nome, só entra em destaque para falar dor tema “Copa do Mundo”. Detalhe importante: Barbosa Neto é da Goias Turismo e briga para levar a Copa a Goiania. Já Hauly, pela singularidade do nome, aparece poucas vezes.

Agora, após os apoios bombásticos que poderão mudar o rumo da  nova eleição, é provável que os candidatos irão lotar a minha caixa de emails.

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Atualização

Apenas atualizando (e corrigindo) um post antigo:

barbosaneto

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Não deu…

Ele bem que tentou, mas…

Justiça afasta Sidney de Souza do cargo de suplente na Câmara

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Londrina: (novo) Segundo Turno está definido

Alguém lembra de quando eu dei a dica do Google Alerts?
Pois bem, através dele eu fico sabendo, diariamente, que Londrina terá um novo prefeito. Todos os dias são despejadas notícias de que logo irá acontecer eleições. No começo do mês era mais tímido, com chamadas do tipo “Mudanças à vista”, “Londrina espera por um novo prefeito” e “PP tenta mais um recurso no TSE”.

Depois veio a maré de emails sobre o prefeito interino Padre Roque e suas tentativas de acabar com a marola do antigo governo (como o aumento da passagem, numero grande de secretarias e o desconto dos servidores).

Agora, hoje cedinho, me chega a notícia que o meu “Google Alerts” tanto anunciava: “TRE define hoje nova eleição em Londrina”. Não tardou em me alertar novamente o que ficou querendo dizer há mais de 20 dias:

“Londrina vai ter novo 2º turno em 29 março”

Pronto, tá definido.
Ah, será Barbosa versus Hauly. Sei que não é algo que você sonhava – quem sabe um dia só teremos prefeito tapão? dai vai ser a moda de um querer fazer mais do que o outro em 3 meses. Seria um caos bizarro.

Agora vou esperar meu Google Alerts me avisar quais serão as chamadas da vez.

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Arquivado em Belinati, candidatos locais, Eleições 2008, Hauly, Internet, jornalismo, Londrina, Paraná, política, PSDB, você sabia?

Marcelo Frazão (JL): Arrematador

Não é surpresa dizer que o Marcelo Frazão, do JL, é um cara diferente nos jornais. Tem professor acadêmico que deve odiar o estilo, mas eu gosto. Também não é surpresa algum para o Frazão ler isso aqui, ele sabe que penso isso – tanto que é um dos jornalistas que mais me ensina fora do restrito circulo acadêmico.

E ao ler a matéria “Sidney Souza Volta à Câmara” é notar que está um curso em seus parágrafos uma desconstrução, como se a matéria fosse algo a ser descascado, fatiado – servida em pedaços. Depois de lembrar e ligar vários temas que ajudaram o ex-presidente do legislativo voltar para Casa (mudança de lei enquanto era presidente que o favorece agora), a matéria ainda traz uma pequena entrevista que te coloca ainda mais dentro da situação, confira:

“Não houve cavalo de tróia”, defende ex-presidente da Casa

JL – Quanto à tramitação da emenda à Lei Orgânica, que foi feita no apagar do ano legislativo…
Sidney de Souza – (interrompe) Desculpa, mas não concordo. A Comissão de Justiça deu pela legalidade. Para mudar a lei houve 10 dias de prazo. Então, desculpa. Regimentalmente você vai ver que não há óbice em apresentar emenda à proposta. Não se fez cavalo de tróia para embutir algo estranho dentro de uma proposta. Mexendo na Lei Orgânica nada impede que se queira mexer em um artigo e alterar outro. O projeto de lei pode ser emendado.

Mas não é cavalo de tróia o que aconteceu? A emenda original era apenas sobre ajuste do número de vereadores…
Ué, claro que não. A proposta em objeto era ‘vereadores’ e mexemos quando um vereador pode atuar. Não falávamos de vereadores enquanto mexemos no Código Tributário, no Código de Posturas ou em outro assunto atípico. Como presidente da Câmara apenas votei na proposta.

No dia da alteração a imprensa saiu do plenário e só então a emenda foi colocada em votação…
Não fazemos as coisas em relação à imprensa. A entrevista está encerrada, desculpe. Não vou ficar respondendo a isso.

Mas vereador, houve clareza para a população na mudança da lei?
A Câmara está aberta, temos internet e Diário Oficial e quem publiciza é a imprensa. Se alguém deixou de dar publicidade, foi a imprensa.

Na época a manobra saiu na capa do JL…
Pois então, se saiu em 30 mil exemplares, chegando a 120 mil leitores, de graça e na capa do jornal. Quer publicidade melhor do que essa?

Certa vez, em uma matéria do ano passado, os vendedores ambulantes, ao serem “incomodados” pela reportargem do JL, faziam ataques diretos: “Fazer jornalismo de picaretagem também não pode. Tem tanto jornalista picareta por aí. Sei onde você quer chegar…” ou  ainda “Aqui não vem fiscal da Prefeitura não. Vem só repórter sem-vergonha com papelzinho na mão dar uma de bonzão. Tem gente que vem queimar nós aqui. Não adianta chegar com esse converseiro. Se não pode e vai tirar, tira logo. Manda ‘os homi’ vir aqui tirar”. Quem escreveu e não omitiu a raiva dos vendedores com a profissão foi Marcelo Frazão (clique e leia aqui).

Só me resta desejar parabéns ao jornalista e recomendar que passem no site do JL para ler a matéria sobre o Sidney.

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O alívio do dia primeiro

Impossível não deixar transbordar (intimamente) a sensação ótima de não ter uma imensa pedra nas costas. Se fosse uma pedra no sapato, aquelas que ficam pra vida, eu aturaria – mas nas costas, te impossibilitando de várias coisas, dai é foda.

Recentemente, no final de um ciclo, olhava para os lados e reparava outras pessoas com o mesmo problema: Um peso enorme nas costas. Menos agoniadas que eu, no meu caso o peso ficou desde o início – nos outros, foram quilos e quilos de pedras sendo colocadas aos poucos.

Quem sabe do que estou dizendo, compactua da mesma idéia (oras, é quase impossível não compactuar, o outro lado não deu alternativa).

Outros alívios me acertaram antes mesmo da burrada que o antigo governo assinou (não foi coisa falada, foi assinada e carimaba): Aumento da tarifa para render mais lucro a empresa que presta um serviço básico, nas coxas, necessário para população e que saí caro. Nunca vi o prefeito e seus secretários trafegando de ônibus, nem chefes da CMTU/TCGL (em campanha, colocar deputado federal para usar no domingo, às 4 da tarde, com ônibus novo não vale, hein).

O alívio: Durante a diplomação dos eleitos eu conversei com o promotor Miguel Sogayar, que adiantou algo que anda esquecido. Quem lembra das falhas gravíssimas que a empresa TCGL cometeu em seus aumentos? 
Já postei algo aqui no blog sobre:

“O aumento excessivo entre 1995 e 2005 que passa dos 526%, aqui em Londrina a cobrança é alvo de dúvidas pelo Ministério Público. O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogayar, em entrevista a Folha de Londrina, no ano de 2005, acusou e criou uma ação contra o Município/CMTU e as empresas de transporte urbano (Transportes Coletivos Grande Londrina e Francovig) por “inúmeras irregularidades” na planilha de aumento apresentada pela CMTU. Mais do que dados trocados, valores sem comprovação de fonte e a inserção de números falsos, não consta no documento a receita obtida nas locações da frota, publicidade nos veículos (que é intensa) e as receitas do serviço “PSIU” (Neste caso, o valor do transporte é de R$2,50). Nesta época, já havia uma ação desse tipo que foi protocolada em 2003.”

Miguel disse-me que em março saí o resultado da primeira ação (2003). “O laudo do perito é favorável ao Ministério Público”, disse.
Se perder, a Grande Londrina deverá rever o preço de sua passagem e até indenizar a cidade com a renda obtida ilegalmente no período. 

Isso, ainda, sem contar o lamaçal que se meteu a última legislatura e a empresa em questão, acusada de pagar uma boa mesada (4 salários mínimos que chamam insanamente de “mensalinho”) ao vereadores para calarem a boca antes de falar da empresa.

Blog abandonado? 

Longe disso.Estou aproveitando esses dias de férias. Reservei tempo para família e não pude cobrir os acontecimentos da cidade. O sítio da câmara não exibia o “ao-vivo”.
Acompanhei nas horas vagas os blogues que estão ali na minha listinha ao lado. Com mais frequencia o do Fábio, Renon, Cláudio, Victor e Marcos (está no RS).

Agora vou para o litoral catarinense, volto ao blog em fevereiro, focando a Câmara de Londrina (praticamente a minha sala de aula verdadeira, onde conheci pessoas dispostas a ensinar de verdade) e, ohhh, aprender mais sobre a prefeitura e falar sobre ela também. 

Quase fiz um blog pessoal, para postar sobre o dia-a-dia, mas sei que ninguém iria ler.

Abraços e até breve.

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Diplomação dos Eleitos

Ao contrário do que parece ser, a cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos não é um “freak show”. São várias pessoas arrumadas, uns são políticos eleitos ou suplentes e outros são potenciais assessores – é claro, ainda tem aqueles que estão na divisão de acesso, pegando o que tiver sobrando.

Imprensa, celebridades e familiares não podem faltar, afinal, algo brota desse meio para o político: Seja uma futura indicação, uma nota no jornal ou o grito histérico de sua sobrinha sentada nas galerias superiores.

Logo que chego no Teatro Ouro Verde, vejo câmeras, tochas de luz e reporteres em cima de um engravatado. Era o tucano, presidente do partido em Londrina, Claudemir Molina. Ele anunciava que a coligação do candidato Hauly entrou com um pedido de diplomação do deputado como prefeito, sem essa de novas eleições.

Dentro do teatro as luzes foram apagadas para um momento interessante: Anunciantes no telão. Sim, vi o da Unimed, que a música era de deixar qualquer pepista roxo com a moral baixa (“Agora só falta você”) e da Hayamax. Para lembrar sobre a última empresa citada, vou usar um trecho da reportagem feita pela Janaína Garcia (Folha de Londrina) onde o assunto era as doações de natal terreno:

Entre as empresas beneficiadas na sessão de ontem, e que já haviam recebido áreas públicas da Prefeitura, em anos anteriores, está a Hayama Indústria e Comércio de Produtos Eletrônicos Ltda. – no caso, recebeu o mesmo lote de 10.724,75m2 que já havia recebido em maio de 2004, mas não teve tempo de conclusão das obras. Do mesmo grupo, a Hayamax Distribuidora de Produtos Eletrônicos Ltda. também ganhou terreno, e também na Gleba Lindóia – área, porém, de 33.274 m2. Em 2005, o casal de proprietários das duas empresas, beneficiado ainda com terreno para uma terceira empresa, foram investigados pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP) no inquérito que apurava denúncias de irregularidades na contabilidade da campanha de reeleição de Nedson Micheleti (PT). O inquérito instaurado à época apurava suposta relação entre doação de área aos empresários e a doação de R$ 10 mil para a campanha de Nedson.

Inabalada e sem futuro prefeito, a diplomação começa. Chamados um a um, os próximos vereadores e suplentes comemoravam o diploma como se fosse uma taça de campeonato: Apontavam o pedaço de papel para o céu, outros batiam a mão no peito… tudo isso dependia do embalo da torcida.

Um senhor nas galerias tirou risos dos presentes quando gritava:
Cadê o Tio Bila?
Quero o Belinati!

Marcelo Belinati, mais de oito mil votos na última eleição, não compareceu a sessão para ser diplomado. Os vereadores não eleitos, como Sidney Souza (PTB), Gláudio e Santini, ambos do PT, também não deram as caras.

Um dos suplentes e atual vereador, Jamil Janene (PMDB), faz uma observação futurista depois do encerramento:
“Amanhã esse papel de suplente vai mudar, vou ter que ser diplomado de novo”
A observação de Jamil era pela esperança do aumento de cadeiras nos legislativos municipais, porém, para sua tristeza, essa hipótese já foi rejeitada na Cãmara Federal.

A diplomação era uma das últimas ações da juíza Denise Hammerschmidt na 41ª Zona Eleitoral de Londrina. Ela vai para Curitiba como desembargadora no Tribunal de Justiça do Paraná.
Denise, em sua fala, deixou claro que os seus “maiores companheiros foram os jornalistas”. A juíza agradeceu em público os jornalistas Marcos Gouvéa (Marrom) e Janaína Garcia.
Ela também contou que assiste essa diplomação com “alegria e vitória”. Comemorou a baixa boca de urna e observou que as  eleições estavam mais limpas que as anteriores.

Por fim, Denise pediu a Deus que “ingressasse na Câmara somentes os mais justos e bons”.

Resta-nos, agora, esperar.

Observação do blogueiro: Essa postagem estava praticamente no fim, porém não consegui postar ela na quarta-feira por motivos pessoais. Agradeço a compreensão.
Atés.

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